sábado, 27 de março de 2010

Jogos - Blood

Uma semana com o blog abandonado.... parei umas horinhas hoje porque ainda estou no meio das semanas de ódio (apelido carinhoso das semanas de entrega e apresentação de TODAS as matérias de arq).
Hoje eu estava conversando com a minha mãe quando surgiu a expressão maranata e ficamos horas confabulando se era boa ou ruim. Foi então que eu me lembrei de um jogo Old demais que eu adorava quando era mais nova... Blood. Ora, por que eu lembrei? Porque os ocultistas sempre falavam maranata!! Heheheh (pesquisei e a palavra tem mesmo dois significados)
Pra quem não conhece, Blood e um jogo de tiro em 1 pessoa, extremamente sanguinolento, violento (na lista dos mais violentos de 1997) e engraçado. O jogo se passa em 1928, quando Caleb reencarna pra se vingar do deus satânico que ele próprio invocou em 1871 (Esse deus manda enterra-lo vivo para apodrecer durante toda a eternidade). + sobre.

Horror Trash

Blood tem um aspecto sujo. Os cenários são lugares comuns de filmes de terror e muitos deles são homenagens e citações à filmes famosos. O jogo lembra dos clássicos filmes de mortos vivos com os zumbis gritando "MIOLOS" por exemplo. Em um dos estágios o jogo faz citação a um dos locais criados pelo escritor H.P LOVECRAFT que seria "MISKATONIC". Em outra parte do jogo aparece um túmulo com um corvo e na lápide está escrito "DRAVEN" , fazendo referência ao personagem Eric Draven do filme "O CORVO" com o já falecido ator Brandon Lee, além disso Caleb fala "NERVERMORE…". Além desse, há um estágio dedicado ao filme "O ILUMINADO" de Stanley Kubric, e o nome da fase é "Overlooked Hotel". Em uma parte desse estágio, no labirinto encontra-se o Jack Nicholson congelado e Caleb fala "HERE IS JOHNNY", aquela famosa frase que Jack fala quando fica louco e quer matar a família. Ha luva do Freddy Kruegger, e uma fase homenageando "Sexta Feira 13", num celeiro quando achamos a máscara e o machete clássico de Jason. Ainda CALEB canta em algumas fases Frank Sinatra, e até "Somewere Over the Rainbow" do filme que é acusado de ter passagens ocultistas "O mágico de Oz" .

O jogo todo é uma referência a filme clássicos , e é bem legal ficar tentando achar todas essas referências dos filmes no jogo. Os estágios se passam em cemitérios, mansões mal assombradas, cavernas amaldiçoadas, circos de aberrações, madeireiras, matadouros, criptas, ou seja só lugares classudos. Os cenários são grandes, com áreas secretas realmente muito bem escondidas, e como de praxe existem estágios secretos, um em cada fase.

Saudade dessa época, a mesma de Duke Nuken 3D, Quake, Axen, Shadow Warrior. Quanta nerdice... paro por aqui, voltarei aos afazeres da semana de odio. Boa semana a todos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Filmes - A Fita Branca (Em Cartaz)

Hoje passando por mais um dia de uma das piores semanas da minha vida, percebi que esse blog tem o poder de me desligar um pouco dessas coisas...
Estava olhando filmes para ver com os ingressos de cinema que ganhei da faculdade (por causa do meu C.R.). Passeando pela pagina do Grupo Estação (de onde tirei a sinopse) achei esse filme que me chamou atenção, principalmente por ser de Michael Haneke (conhecido por filmes como A Professora de Piano, Caché, ambos exibidos no circuito comercial brasileiro. Também dirigiu Violência Gratuita e Código Desconhecido.)

O filme se passa num vilarejo protestante no norte da Alemanha, em 1913, às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A história de crianças e adolescentes de um coral dirigido pelo professor primário do vilarejo e suas famílias: o barão, o reitor, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. Estranhos acidentes começam a acontecer e tomam aos poucos o caráter de um ritual punitivo. O que se esconde por trás desses acontecimentos?
Rodado em preto e branco, o filme ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Ficha Técnica
Título Original: Dass Weisse Band
Gênero: Crime, Drama e Mistério
Duração: 144 min.
Origem: Austria, França, Alemanha e Itália
Estréia 12 de Fevereiro de 2010
Direção: Michael Haneke
Roteiro: Michael Haneke
Produção: Imovision
Ano: 2009

Um trecho de haneke sobre o seu filme em entrevista dada a revista "New Yorker" 05/10/2009

“Não ficaria feliz se esse filme fosse visto como um filme sobre um problema alemão, sobre o nazismo. Este é um exemplo, mas significa mais que isso. É um filme sobre as raízes do mal. É sobre um grupo de crianças, que são doutrinadas com alguns ideais e se tornam juízes dos outros – justamente daqueles que empurraram aquela ideologia goela abaixo deles. Se você constrói uma idéia de uma forma absoluta, ela vira uma ideologia. E isso ajuda àqueles que não têm possibilidade alguma de se defender de seguir essa ideologia como uma forma de escapar da própria miséria. E este não é um problema só do fascismo da direita. Também vale para o fascismo da esquerda e para o fascismo religioso. Você poderia fazer o mesmo filme – de uma forma totalmente diferente, é claro – sobre os islâmicos de hoje. Sempre há alguém em uma situação de grande aflição que vê a oportunidade, através da ideologia, para se vingar, se livrar do sofrimento e consertar a vida. Em nome de uma idéia bonita você pode virar um assassino.”

Adoro filmes que nos fazem pensar nas mais profundas raizes humanas...
Boa semana.
|ouvindo: While your lips are still red - Nightwish|

domingo, 7 de março de 2010

Poesias - Caixa de Musica

Ahh dia cansativo, primeira semana de faculdade e já tenho mil coisas pra fazer, mas, compensa porque adoooro hehehe. Ganhei um motocubo eco hoje, 70% reciclado *_*, uma otima iniciativa da Motorola. Enfim acho que vou postar uma velho poesia minha (não riam).



Caixa de Musica.

No doce embalar da musica,
rodopiam como num conto de fadas
a dançarina e o pierro.
Vitimas de um amor impossível
girando eternamente em desencontro.
Girando pela melancólica canção que os separa
Destino insorte,
Tão próximos... tão distantes.

A criança de insana mente
lança a pequena caixa a lareira.
Ainda se pode escutar bem baixinho,
a canção entre os estalidos da madeira ao fogo.
Em cinzas unidos sem distinção permanecem.
E ao acender a lareira,
sempre se escuta a melodia que enfim,
parece não mais tão triste tocar.


Paro aqui,
bom inicio de semana.
|ouvindo: zenith- After Forever|

terça-feira, 2 de março de 2010

Reidy , Utopico.

Estava em serias duvidas sobre o que iria postar, mas, com a ajudinha de um amigo me decidi, falarei de um dos arquitetos que mais admiro e que não tem o devido valor apesar de sua genialidade. Affonso Eduardo Reidy, arquiteto, urbanista, sonhador. Suas obras foram sempre marcas da sua dedicação as questões urbanísticas e sociais da cidade do Rio de Janeiro, visava sempre a qualidade de vida do homem.
No inicio de sua careira trabalhou em uma equipe composta por Oscar Niemeyer, Ernani Vasconcelos, Carlos Leão e Jorge Machado Moreira, supervisionada por Lúcio Costa para a construção do palácio Gustavo Capanema (ícone da arquitetura moderna).
Sua carreira sempre foi ligada a obras publicas, desde 1932 Reidy foi diretor do Departamento de Habitação Popular. Foi responsável por projetos como, urbanização da orla aterrada, do parque do flamengo, do conjunto residencial da Gávea, do conjunto habitacional Prefeito Mendes de Morais (conhecido como pedregulho), do MAM, do projeto do túnel Rio Comprido-Lagoa, e dos estudos sobre a Perimetral.
O pedregulho, localizado no bairro de Benfica, foi construído para abrigar funcionários públicos de baixa renda do Distrito Federal. E a materializacao do conceito de habitação integrada as atividades da vida cotidiana de uma comunidade, e ao complexo urbano.
Para saber mais sobre o suas obras, existe um filme intitulado "Reidy, A construção da Utopia".

Não me estenderei mais.
Ate.