quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Luminária em quadrinhos

Mais uma vez pensei porque não? Fui ao sebo comprei umas revistinhas... Claro, jamais cortaria as minhas u.u. Elas são de família, meu filho as lerá o/...  escolhi a história que eu menos gosto,  do mané loiro que acha que é Azarel e fica por um tempo como substituto do Batman. Comprei também uma luminária japonesa (aquela de papel). O objetivo era fazer uma super luminária que saísse barato e gerasse pouco resíduo.
Vamos a coisa toda...













No molde segui o bom senso, um tamanho que não ficasse absurdo.
Como um dia achei que não precisava de um compasso de corte, sofro até hoje cortando tudo circular com tesoura ou estilete.
É bom colar o círculo no amiguinho (círculo) do lado, e escolha o lado mais legal do quadrinho na hora de colar, se não vai ficar uma bosta cheia de tiras brancas como o meu u.u. 
Dá pra envernizar, mas tem que ser à base de água, dilui um pouco e tals. Eu selei com cola mesmo.

Agora é fácil: canudinhos + jet + plafonier + fios + bocal+lâmpada. Mas eu ainda nem fiz isso... preguiça.

sábado, 8 de setembro de 2012

Emborrachando

Lendo algumas coisas sobre plastificar tecido resolvi fazer alguns experimentos. Com umas velhas sacolas plásticas e camisas velhas... resolvi emborrachar.
E não é que deu certo! Só falta lavar pra ter certeza...

Aí o molde usado pra cortar a sacola, dessas de supermercado mesmo.
Depois coloquei um jornal no meio da camisa, dei uma passada e posicionei o desenho. Sobrepus com papel manteiga e passei o ferro quente. Cuidado pra não queimar o tecido ou derreter o plástico. Teria um efeito melhor com contact ou outro adesivo vinílico qualquer. Mas, minha intenção era aproveitar as sacolas.
Serve pra emborrachar tecidos ou ter efeitos similares ao silk. Lembrando que quanto mais macio o tecido, melhor a aderência. Tem que esperar esfriar pra poder tirar o papel manteiga.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Aldeia Maracanã


Muitos que passam pelo prédio "abandonado" ao lado do estadio no Maracanã nem se dão conta de sua historia, ou que ele abriga uma aldeia indígena (Aldeia Maracanã).
Vendo os últimos acontecimentos sobre esse assunto, resolvi escrever um pouquinho de sua historia aqui.



A casa imperial
Luis Augusto Maria Eudes, duque de Saxe marido de Leopoldina filha de Pedro II, recebeu o terreno no século XIX. Ele doou o espaço à União em 1865  com cláusula que o condicionava a pesquisa sobre as populações originarias .Em 1910, Marechal Rondon criou, no prédio, o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Funai. Depois de anos de pesquisas etnológicas e linguísticas, e de registros de aspectos das culturas indígenas, foi inaugurado no local, em 19 de abril de 1953, o Museu do Índio. Em 1977, o museu foi transferido para o bairro de Botafogo, e o prédio ficou abandonado. Recentemente foi considerado pela Unesco como um dos mais belos prédios do Rio, mesmo em seu triste estado.
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Índios
Apos muitos anos de abandono a tribo se instalou  ao redor do prédio com o intuito de preservar o local e fundou o centro cultural indígena - Aldeia Maracanã. Uma tribo multiétnica formada de, guaranis, pataxós, guajajaras ,tucanos, entre outros. Cada etnia mostra um pouco de sua cultura, artesanato, pintura, rituais, cânticos, comidas, danças e historia.
Preservam o espaço como podem e promovem atrações todo segundo sábado do mês.
No local existe também um laboratório de analise de grãos pertencente a MAPA.
Ter um irradiador de cultura indígena no meio de um centro urbano é sem duvida de uma enorme riqueza e deveria ser tombado como patrimônio imaterial. 

A sanha Imobiliária 
De olho na Copa do Mundo e nas Olimpíadas de 2016, o governo do estado propôs a compra do imóvel à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão público vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No entanto, André Ordagcy, titular do 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da Defensoria Pública da União, busca um meio de impedir a transação.
Segundo o governador Sérgio Cabral, a área da aldeia e o antigo prédio do Museu do Índio devem dar lugar aos novos acessos para o Maracanã. Por isso, o estado já está negociando a compra do imóvel junto à Conab. "Ali vai ser uma área de mobilidade. Uma área que é exigida pela Fifa e que está correta", afirmou Cabral -a Delta deve estar orgulhosa dele.
"De acordo com a cretina superintendente regional da Conab no Rio, Ludmila Brandão, o órgão está em negociações com o estado há três anos:
— Numa avaliação feita pela Caixa Econômica Federal, o valor do terreno foi fixado em R$ 60 milhões. Há interesse do governo há um tempo, mas não fechamos até agora por conta de detalhes burocráticos — diz." ( So fingir esquecer da clausula na doação do terreno né?)

Haverá um abaixo assinado redigido por uma advogada que sera passado aos moradores do entorno e a todos os interessados.
Essa semana terão uma audiência na união.

No dia 17 de setembro acontecerá o abraço ao Antigo museu e o fórum do patrimônio indígena.  A partir das 14h. E necessário chamar a atenção para o que pode acontecer ali.
Site http://centroculturalindigena.jimdo.com/


Próximo evento


domingo, 26 de agosto de 2012

Festival Globale Rio

Está acontecendo aqui no RJ este festival fantástico, que me parece pouco divulgado, em sua segunda edição no rio, propõe um olhar crítico sobre a globalização.
"Globale é um festival que propõe,
através da exibição de filmes de ficção e documentário,
construir momentos de debate com um público
amplo sobre temas relacionados aos processos de globalização."

No site dá pra conhecer um pouco mais sobre esse projeto e as próximas exibições.
Veja o calendário:
Domingo eu fui a exibição de dois documentários no Ponto Cine 'Yasuní' e 'Mamá Chocó', incríveis e emocionantes . Quem tiver a oportunidade de vê-los vale a pena, tratam de realidades muito próximas a nossa.
Yassuní- do Equador mostra a luta para que se preserve a Amazônia equatoriana.
Mamá Chocó - da Colômbia mostra a luta de camponeses espoliados pelo estado. A segregação social.

Duas histórias que nos fazem pensar sobre bem estar e como nossas relações de conforto e crescimento do país estão atreladas a consumismo e destruição até mesmo cultural. Temos uma visão européia de desenvolvimento, que muitas vezes não se enquadra com nossa cultura e acabamos por nos aceitar na condição de subdesenvolvidos simplesmente por não ter o mesmo modo de vida deles. Não precisamos perder a identidade pra conseguir algum desenvolvimento, nem explorar pessoas como se uma terceira disputa colonialista se instaurasse (O banco do Brasil está financiando parte do plano de "desenvolvimento" equatoriano, que acabará com 90% da Amazônia deles). Uma disputa colonial que age internamente com os  nossos próprios governantes apoiando a destruição e a remoção do povo pobre (como Belo Monte) e externamente, por financiadores disso tudo.

Melhor eu parar por aqui, se não dará uns 3 posts. =p


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Então flores

Estava eu "arrumando" meu quarto quando achei montes de guardanapos coloridos. Então deu aquela vontade de colá-los em tudo que eu via. Na minha compulsão por customizar saiu isso...

Sim, flores, a foto está péssima e o negócio é meio cafona, mas eu gosto u.u. 

Usei cola de decoupagem e cometi o erro de passar verniz com brilho. Pra lixar o papel serve até lixa de unha. E não dá pra esquecer de passar cola em cima antes de passar o verniz (e tirar o papel de traz do guardanapo né).
É uma ótima pra quarto de crianças ou pra continuar algum desenho da parede.


Minha próxima ideia estranha acho que será uma luminária, não sei. Desconfio que meu quarto será um carnaval permanente!


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Aonde vamos?

Maio, 31 - Depois de avaliação de um esboço de projeto escolar. Meus pensamentos insanos. 

O que é mais importante por exemplo em uma escola? O conceito escolar inserido no seu modelo, ou o arquitetônico?

Pois eu digo que acho o escolar, não me importando com um conceito formalista individual, mas com o todo, com quem vai habitar o local. Não é importante que ela funcione bem?
Se a beleza é importante, defina o que é belo?
Acho que estou meio revoltada é.
Vejo projetos lindíssimos e extremamente inúteis... corredores de salas voltados pra noroeste. Uma sucessão de erros lindíssimos! E as crianças? E a utilidade?
Programa? Como posso ser fiel e ter vontade de projetar algo que é opcional uma sala de leitura e obrigatório uma quadra de esportes? Que tipo de escola estamos projetando? Que tipo de alunos querem criar com uma escola assim? Que tipo de arquitetos querem formar?
É mais bonito um belo chanfro de esquina pra carga e descarga... do que um módulo aberto pra um corredor cultural, nossa tem uma quina ali, depois de 8 metros, que horrível! ¬¬' Ok, não sei o que pensar.
Acho que não nasci pra isso.

sábado, 14 de abril de 2012

EREA 2012

Continuam as inscrições pro EREA desse ano, ele será em Ibitipoca - MG quem vai?
Bem, pra quem não conhece é o Encontro Regional de Estudantes de Arquitetura, é todo curso tem um destes...
Mas o de arquitetura é sempre o mais legal, claro! Tem estudantes de arquitetura u.u
Um informe que não poderia faltar, mesmo eu não podendo ir esse ano ¬¬'
Me aguardem no próximo =p.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A palavra da moda.

Em entrevista ao Jornal Folha de S. Paulo, a Ex – Premiê da Noruega, Gro Harlem Brundtland, afirmou que existe um abuso no conceito de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade. Brundtland fala com propriedade, já que foi ela a criadora das expressões, usadas no relatório produzido em 1987, chamado “Nosso Futuro Comum”. O documento serviu de base para a Eco – 92. Ela diz que o desenvolvimento sustentável ainda não foi implementado. E que, mesmo com o sequestro da noção de sustentabilidade por empresas que não têm práticas nada sustentáveis, o termo não deve ser abandonado.

Folha – A sra. não está de saco cheio dessa palavra “sustentabilidade”?
Gro Harlem Brundtland – Para mim a expressão é “desenvolvimento sustentável”. Esse é o conceito. Nos últimos dez anos, mais ou menos, as pessoas começaram a usar “sustentabilidade” como uma forma alternativa de dizer. Eu sempre tive muito cuidado em não usar a palavra “sustentabilidade” sozinha enquanto conceito que cobre a visão para o futuro. Nós precisamos de sustentabilidade em diversas áreas, mas também precisamos de desenvolvimento sustentável. E eu não estou de saco cheio disso, porque não aconteceu ainda.

A sra. não acha que houve muito abuso e mau uso do conceito? Ele parece ter sido sequestrado por empresas para fazer “greenwash” (dar aparência de verde).
Sim. Acho que há mais abuso quando fala de sustentabilidade. Porque essa palavra foi introduzida depois, num contexto diferente, como se entregasse aquilo que o desenvolvimento sustentável significa. Você precisa olhar cada empresa para saber se elas estão adotando a sustentabilidade ou a responsabilidade social corporativa. Palavras sempre podem ser mal usadas. Mas você não pode simplesmente dizer: “Esse conceito foi distorcido, então deixamos o conceito de lado”. Porque eu não acho que nós possamos encontrar uma maneira nova e melhor de descrever do que trataram a nossa comissão e a Rio-92. Não vale a pena reinventar a roda porque alguém a roubou ou tentou roubá-la. Ela vai ser roubada de novo. Mesmo que alguém inventasse outra definição, e eu ainda não vi isso, eles encontrariam um jeito de fazer mau uso dela.

+Veja a entrevista na íntegra na Folha de São Paulo
+Matéria vista em O Observador político

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Não é somente o conceito de sustentabilidade que está sendo distorcido, mas toda a cultura do "ecologicamente correto". Vemos isso pela própria forma que o governo se apropria ...
A exemplo das sacolas plásticas de supermercado, que são proibidas, e quanto as sacolas plásticas das embalagens de arroz, feijão, canudos, frutas e outra infinidade de produtos?
No RJ só 1% de toda a matéria reciclável chega as vias de fato... Por que não temos um sistema de coleta seletiva pra todo o estado e aterros sanitários? Afinal, tudo isso gera lucro, matéria reciclada e aterros que depois de tampados poderiam ser utilizados como espaço público... mais áreas pra cidade... menos lixo a céu aberto, menos doenças e mais dignidade aos catadores (que poderiam exercer a profissão sem ser em meio a lixo orgânico), por que não?
Por que seremos a cidade da bicicleta e não a cidade dos transportes alternativos?
Por que mais viadutos e trans cariocas, e o sucateamento do metrô, que é um transporte mais limpo e rápido?

Políticas burras e comerciais baratos pra enrolar o povo, com a palavra da moda. Nos tornamos consumidores comprando a imagem de uma empresa pior que as outras, pois decide o funcionamento da cidade, uma tal que chamamos de governo.

terça-feira, 13 de março de 2012

Anticorpos

Depois de passar por São Paulo e Brasília, chega ao Rio de Janeiro a exposição organizada pelo Vitra Design Museum (Weil am Rhein, Alemanha) | Até 6 de maio de 2012.

"A alegria, o improvável, a ousadia, o improviso e demais singularidades da vida brasileira têm a sua mais bela tradução nas peças icônicas dos Irmãos Campana, sensibilidade que, combinada ao domínio da gramática cultural – da popular à erudita – tornou a dupla mundialmente reconhecida
Dividida em núcleos a exposição, aponta a variedade formal e de materiais usados pelos irmãos, ao mesmo tempo em que mantém o processo do design transparente. Contempla, ainda, a biografia de Fernando e Humberto, filmes, fotos e, a partir das duas cadeiras que marcaram o início da carreira (Negativo e Positivo, 1989), os objetos chaves, decisivos para o crescimento das formulações acerca dos princípios criativos.
Curadoria: Mathias Schwartz-Clauss."

Não há muito além do prospecto a falar. O design montado com peças já existentes fica bem óbvio. Sem dúvida nenhuma, uma exposição divertidíssima e geradora de histórias inusitadas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Hoje não!

Sua raiz, pútrida torpe e malfadada.
cheia de fracasso angústia e fúria
Entorpece -me a carne,
e alegra-me pelas controvérsias ecritas por tuas mãos
mãos do fracasso,
que chamam a ele e querem afundar tudo,
todos que não fazem parte dele.

Fim do que se possa dizer genitora,
pois de sua carne não pode nascer a maior das perolas.
Procriadora do ódio.
Dor daqueles que não sentem ainda,
dor daqueles que sabem o que virá
Escarro humano que enreda os poucos pobres parcos...
tolos.
lixo vil cuja usura se estende aos que amam e aos que odeiam
verme.
Lixo falando de amor na ausência de tudo que se porta como um amante.
câncer que rodeia a todos nós
planejando findar o sorriso da pequena boca...
Hoje não!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A fotografia e eu.

Como todo iniciante que se preze tenho a dualidade da fotografia digital e da analógica, não decidi qual gosto mais. O talento é aquele arraso, desastre total. A 1 mês estou pesquisando qual câmera DSLR comprar, que tipo de lente e obturador... Coisas que são caóticas na cabeça de todo iniciante inabilidoso.
Então para todos os simpatizantes dessa arte, e da desventura de ser atrapalhado, abro o marcador fotografia. Aqui vou tentar deixar tudo que aprendi sobre o assunto.
Pra começar as diferenças das "semi-profissionais" para as "profissionais". Porque compacta todo mundo conhece.

Semi-profissionais, o verdadeiro nome é bridge ou superzoom, o nome semi-profissional é usado simplesmente pra venda, pois não passam de compactas "superdesenvolvidas". Ou seja, só possuem a aparência de uma DSLR. As lentes são alongadas e a flexibilidade fotográfica maior que a compacta . Porém sofrem da mesma "tartaruguisse" na hora de tirar fotos, o famoso “lag de obturador” (obturadores virão num outro post). São conhecidas por term, zoom óptico muito elevado e lente fixa (esse último, como a compacta).

DSLRs, significa ‘Digital Single-Lens Reflex’/ 'Câmera Digital de Reflexo por Lente Única', hã? Isto é, a câmera possui um mecanismo de espelho que permite que os fotógrafos vejam por meio das lentes da câmera enquanto ajusta a foto, e que ela se abre, expondo o sensor da imagem (o equivalente ao filme em uma câmera SLR ou famosamente chamade de analógica XD). Hã?! Significa que a câmera terá lentes intercambiáveis, um sensor maior que uma compacta e, até , mais controles de imagem. Quando você aperta o botão do obturador em uma DSLR, ela tira a foto instantaneamente, sem o lag, que é coisa de windows. Muitas DSLRs novas gravam vídeo em HD, algumas a 720p, outras até 1080p, mas todas dão resultados bem impressionantes, grande parte em função das lentes das câmeras. Mas, não são capazes de substituir câmeras filmadoras específicas porque, entre outros fatores, nenhuma até o momento (vai que já lançaram) consegue acertar direito esta coisa de foco automático durante gravação de vídeo. 

Micro Four Thirds/Telêmetro Digital, a classe que eu quase desconheço, Também tem lentes intercambiáveis, mas, não tem o visor que enxerga diretamente através das lentes. Então, elas têm sensores grandes como as DSLRs, têm lentes intercambiáveis como as DSLRs, mas usam uma tela LCD de visor como uma compacta. Isto economiza espaço dentro da câmera, ou seja, na teoria, ela pode ser mais portátil que uma DSLR, e equivalente, ao mesmo tempo em que mantém a mesma versatilidade e qualidade de imagem. A maior parte delas grava vídeo também, e são bem boas nisso: elas não têm o sistema complexo de visor/espelho de uma DSLR, então tecnicamente é mais simples gravar vídeo.


Como as coisas pra mim vão devagar, vou precisar de muitos posts... Hahahahaha

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

“Uma obra de arte merece ser integralmente preservada…”

Aqui vai um texto antigo, mas ótimo, sobre preservação de patrimônio histórico... Bem poético.



Após 45 anos de existência o Parque do Flamengo ainda é chamado de Aterro. Seria este Parque ainda uma ficção? Não, não é. Seus espaços florísticos e recreativos já estão delimitados e fixados, na sua totalidade, desde a sua concepção. O tombamento de seu projeto, em 1965, foi feito para garantir que o seu planejamento original, completamente integrado e detalhado, não fosse descaracterizado por intervenções pontuais, e aleatórias, ao gosto anual de opiniões várias, e que já surgiram no decorrer destas várias décadas.
Sem esta garantia, seus espaços já teriam sido ocupados e tomados há muito tempo, por inúmeras propostas de intervenção.
A nova polêmica que surge agora vem com a assinatura de um mito da arquitetura brasileira – Oscar Niemeyer. Mas, quem ousaria desconstruir, no futuro, uma obra de Niemeyer em função de outros mitos, ou artistas que surgirão no futuro?
Por isso, para preservar as próprias obras de Niemeyer no futuro é que devemos preservar, no presente, as obras dos outros artistas que já passaram, e que projetaram, construíram e deram à cidade a obra de arte do Parque do Flamengo.
Afinal, não é por este motivo – por ser uma obra de arte – que este magnífico Parque está sendo proposto à UNESCO, como referência, à candidatura da Cidade do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural da Humanidade? Então, por que ainda se fala, e se propõem interferências nesta obra de arte, por melhores que sejam as intenções?
Quem ousaria propor uma intervenção na Basílica de São Pedro? Ou um retoque na Monalisa?
Uma obra de arte merece ser integralmente preservada. O Parque do Flamengo o é. Ou, não?
                                                                                                                            *por Sonia Rabello


Trata-se de um discurso da deputada Sônia Rabello, contra uma das inúmeras tentativas de seccionar o Parque do Flamengo. A última inclusive em 9 de dezembro de 2011. Veja em seu blog.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Máximo silêncio em Paris

Ontem fui visitar a intervenção 'máximo silêncio em Paris' na praça Paris que achei lindíssima. De Giancarlo Neri, a instalação é da série '  Massimo Silenzio ' que surgiu em Roma para o circo Massimo, fez tanto sucesso que foi apresentada em Madrid, Dubai e agora aqui no Rio (pelo programa de arte pública do Oi Futuro).
Composta por 9 mil globos chineses de jardim, a obra interage diretamente com o espaço.
“Meu trabalho é ir até as pessoas. Esse para mim é o verdadeiro conceito de arte pública. Gosto de trabalhar em locais onde as pessoas passem e vejam", diz Neri.
Ele fala que seu objetivo com o trabalho é “conseguir provocar a mesma emoção numa criança de seis anos, numa cabeleireira de 40, num crítico de arte de 60 e na minha tia Margherita, que tem mais de 70 e foi professora da escola primária”. Neri também definiu a natureza de sua arte como “pública, gratuita, independente, acessível e temporal”.
Localizada entre duas vias de trânsito rápido a obra é pensada para interagir de perto e de longe. Para ser vista a noite, a intervenção urbana colore a bucólica praça paris ornando e dando uma vida diferente a paisagem urbana. É aberta a visitação das 19h a 00h e seguirá até o dia 4 de fevereiro.
É sem dúvida um encanto a cada ângulo observado, e nenhuma câmera consegue captar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ficha - Malet Lacroix

Resolvi postar uma das minhas últimas histórias banidas por um mestre hahahaha.
Bem simples e sem revisão ortográfica. Acho que é um dos meus mais tranquilos personagens já banidos.

Malet Lacroix, gangrel.
Aparência 26 anos.
Abraçada a 1ano e 9 meses
França.
Línguas fluentes: Francês, Latim, inglês, egípcio

A família Lacroix sempre foi abastada, descendente direta de um cainita. Adolphus, teria sido bisavô de malet antes de sua não-vida. Mesmo sem saber desta condição que influenciou diretamente sua família, Malet desde pequena se interessava pelo oculto. Histórias que arrepiavam outras crianças eram alvos de suas pesquisas escolares e de suas recreações. 
Mais tarde as outras crianças tinham receio dela pois era estranha, sempre lendo livros sobre psicologia e sempre descobria as brincadeiras antes que fizessem algo. Sua maior companhia eram os animais, que adoravam e ela também os amava. Seus pais tentaram "civilizá-la" com aulas de música e luta, mas nada adiantou, ela gostava mesmo de correr entre as arvores esquivando-se dos galhos e pular sobre as toiceiras de grama.
Muito estudiosa, passou sua adolescência rodeada por livros e no espaço entre eles nos campos, pois acreditava que a sabedoria do ser humano esta em sua aproximação com o primitivo e seus instintos. Nessas frequentes idas conheceu Johan, seu primeiro namorado e amigo. Passavam muito tempo juntos costumava contava a eles seus planos e ideais, e ele a incentivou a procurar por mais pessoas que pensassem como ela. Após pesquisas conseguiu alguns contatos que resolveu procurá-los, entre eles um certo jovem, Leoric, muito interessado em suas pesquisas, que parecia saber muito sobre uma classe que ela especialmente se interessava, vampiros. Ele a sondou e sempre muito interessado, a ensinou coisas e deu acesso a livros que ela jamais imaginaria. Toda noite durante 6 meses ela o encontrava na biblioteca nacional, pois ele era ocupadíssimo demanhã com sua tese de mestrado. Essa aproximação despertou certo ciume em Johan que nunca conseguia conhecer o rapaz, ele sempre saia antes dele chegar, e isto o incomodava... Johan as vezes parecia tão feroz quando falava com ele sobre vampiros, e isso a fez cumprir a promessa de não contar que estudava sobre.
Em uma noite quente de primavera Johan havia sumido mais uma vez, já acostumada com essas escapadas resolveu caminhar pelas ruas de um jardim mais afastado da cidade, estava um pouco doente, seria bom pra recuperar suas forças. No caminho encontrou seu amigo Leoric que resolveu acompanha-la. Após muitas conversas risos e vinho ela começou a notar que os olhos de Leoric estavam avermelhados foi então que ela achou que estava bêbada demais e resolveu ir embora.
Malet acordou num catre em uma bela gruta daquele jardim. Não entendia o que havia acontecido, apenas lembrava que estava indo embora do passeio com seu amigo. Havia sangue e terra em suas mãos e um gosto de sangue velho em sua boca a fez vomitar tudo que ainda havia em seu estômago. Estava estranha e fria, olhou seu rosto em uma poça e viu que seus olhos eram vermelhos como os que vira na noite anterior. Não sabia o que fazer mas tinha certeza do que havia se transformado dentro daquele sonho, jurou pra si mesma que era seu subconsciente lhe pregando uma peça. Passou toda a noite andando em círculos pensando em como acordar, adormeceu ao raiar do dia aquele lugar era bem afastado do sol. Outra noite, não sentia fome de comida, sentia cheiros, via entre a escuridão então ciente de que não estava sonhando correu, correu como se não fosse chegar nunca.
Ficha.
Foi até o encontro de Johan, que quase a matou. Ela nunca o viu tão grande e enfurecido, não a reconhecia, desferiu-lhe um golpe que rasgou o peito, foi então que a reconheceu. Ambos chocados com as descobertas choraram. Malet era uma não-viva e Johan um lupino, inimigos mortais, se sentindo culpado por não estar lá para protegê-la fizeram um pacto e juraram não contar a ninguém pois suas vidas dependem disso. Se ajudariam sempre e ficariam juntos quando pudessem, Malet voltou para a gruta antes que Leoric desse por sua falta, mas ele não veio. Mais dois dias e foi para casa sem entender nada, só que tinha fome, mas não era de comida. Nesse tempo aproveitou pra se testar, e descobriu coisas assustadoras. E ela as adorou, definitivamente nunca foi muito humana, e agora tinha a eternidade para estudar seus propósitos e construir algo, começava a gostar de tudo isso. Passou mais uns dias e sua fome era assustadora, e saciou sua sede pela primeira vez.
Um mês até Leoric aparecer e dizer que a levaria em um lugar, então o Sabá. Lembranças terríveis desse dia assombram sua mente até hoje. Seis meses mais com Leoric, uma ótima companhia pra conversar, um grande amigo, a ensinou tudo que sabia, via grande potencial em sua cria, mas o sabá não via, assim como não via nele, pois era criterioso demais. Nesses 6 meses vira Johan apenas uma vez. 
1 ano e 3 meses se passaram estava fazendo algumas anotações quando lhe chegara notícia que Leoric havia morrido em uma emboscada. Nunca disseram o porquê, pareciam não se importar. Após algumas semanas deram um jeito de infiltrá-la na camarilla para que descobrisse por si mesma. É lá onde ela está, até gostam dela. E Johan, a 3 meses não o vê.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dois Coelhos

Depois de uma comemoração que beirou o fracasso, e felizmente acabou sendo mais cômica que trágica... Esse filme salvou a noite.
Com roteiro de Afonso Poyart, estreante no cinema, o filme inova e me enche de mais esperanças no cinema nacional que cá entre nós vem arrasando nestes últimos anos. Mas não se engane se espera só ação, o filme é claramente apegado a uma trama super envolvente, cheia de indas e vindas na história.
Sinopse.Edgar, encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção.
Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos.
Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. 2 Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado.
Com bons efeitos, um toque de humor caracteristicamente brasileiro, um desenrolar um tanto frenético, uma trama bem elaborada e o final surpreendente fazem este filme valer a pena, assim como a ótima critica ao sistema corrupto bem no estilo "Código de Conduta".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quântica - Cesar Oiticica Filho

Sábado visitei uma exposição muuito legal no Centro Cultural da Justiça Federal . A "Quântica", cujas obras têm por objetivo fazer com que o público conheça a técnica criada e batizada, desde 2000, de ‘Pintura Quântica’ (pelo próprio Cesar Oiticica, que explica que fazer pintura quântica significa "pintar com luz" ) .
Com esta exposição, o artista pretende mostrar o caminho percorrido, partindo da fotografia até a pintura. O resultado é a utilização do espaço tridimensional explorando as transparências dos dispositivos espalhados, que mudam de cor conforme o espectador caminha ao seu redor.
Eu na dança da luz.
"Quero chegar ao limite do uso do suporte da fotografia analógica. O que aconteceu com a pintura com o advento da fotografia acontece com a foto na era digital. A fotografia não tem mais a função de representar o real . Com meu trabalho, eu falo também dessa morte da fotografia como, até então, a conhecíamos" - afirma Oiticica Filho.
Ele estende a pesquisa de cor e luz para a segunda sala de sua exposição, com a instalação "Dança da luz". Nela, o público é convidado a vestir um macacão de lâmpadas coloridas de LED, e dançar no escuro ao som do maracatu estilizado do grupo Batuntã. Uma câmera registra os movimentos da dança, e a imagem é enviada ao visitante por e-mail e passa a ser um frame de seu vídeo no You Tube.

Quântica fica em cartaz até o dia 22 de janeiro. No dia 18, às 17 horas, o fotógrafo e artista realiza uma visita orientada à exposição. O Centro Cultural Justiça Federal funciona de terça a domingo, das 12 às 19 horas. A entrada é gratuita.