sábado, 28 de janeiro de 2012

Máximo silêncio em Paris

Ontem fui visitar a intervenção 'máximo silêncio em Paris' na praça Paris que achei lindíssima. De Giancarlo Neri, a instalação é da série '  Massimo Silenzio ' que surgiu em Roma para o circo Massimo, fez tanto sucesso que foi apresentada em Madrid, Dubai e agora aqui no Rio (pelo programa de arte pública do Oi Futuro).
Composta por 9 mil globos chineses de jardim, a obra interage diretamente com o espaço.
“Meu trabalho é ir até as pessoas. Esse para mim é o verdadeiro conceito de arte pública. Gosto de trabalhar em locais onde as pessoas passem e vejam", diz Neri.
Ele fala que seu objetivo com o trabalho é “conseguir provocar a mesma emoção numa criança de seis anos, numa cabeleireira de 40, num crítico de arte de 60 e na minha tia Margherita, que tem mais de 70 e foi professora da escola primária”. Neri também definiu a natureza de sua arte como “pública, gratuita, independente, acessível e temporal”.
Localizada entre duas vias de trânsito rápido a obra é pensada para interagir de perto e de longe. Para ser vista a noite, a intervenção urbana colore a bucólica praça paris ornando e dando uma vida diferente a paisagem urbana. É aberta a visitação das 19h a 00h e seguirá até o dia 4 de fevereiro.
É sem dúvida um encanto a cada ângulo observado, e nenhuma câmera consegue captar.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ficha - Malet Lacroix

Resolvi postar uma das minhas últimas histórias banidas por um mestre hahahaha.
Bem simples e sem revisão ortográfica. Acho que é um dos meus mais tranquilos personagens já banidos.

Malet Lacroix, gangrel.
Aparência 26 anos.
Abraçada a 1ano e 9 meses
França.
Línguas fluentes: Francês, Latim, inglês, egípcio

A família Lacroix sempre foi abastada, descendente direta de um cainita. Adolphus, teria sido bisavô de malet antes de sua não-vida. Mesmo sem saber desta condição que influenciou diretamente sua família, Malet desde pequena se interessava pelo oculto. Histórias que arrepiavam outras crianças eram alvos de suas pesquisas escolares e de suas recreações. 
Mais tarde as outras crianças tinham receio dela pois era estranha, sempre lendo livros sobre psicologia e sempre descobria as brincadeiras antes que fizessem algo. Sua maior companhia eram os animais, que adoravam e ela também os amava. Seus pais tentaram "civilizá-la" com aulas de música e luta, mas nada adiantou, ela gostava mesmo de correr entre as arvores esquivando-se dos galhos e pular sobre as toiceiras de grama.
Muito estudiosa, passou sua adolescência rodeada por livros e no espaço entre eles nos campos, pois acreditava que a sabedoria do ser humano esta em sua aproximação com o primitivo e seus instintos. Nessas frequentes idas conheceu Johan, seu primeiro namorado e amigo. Passavam muito tempo juntos costumava contava a eles seus planos e ideais, e ele a incentivou a procurar por mais pessoas que pensassem como ela. Após pesquisas conseguiu alguns contatos que resolveu procurá-los, entre eles um certo jovem, Leoric, muito interessado em suas pesquisas, que parecia saber muito sobre uma classe que ela especialmente se interessava, vampiros. Ele a sondou e sempre muito interessado, a ensinou coisas e deu acesso a livros que ela jamais imaginaria. Toda noite durante 6 meses ela o encontrava na biblioteca nacional, pois ele era ocupadíssimo demanhã com sua tese de mestrado. Essa aproximação despertou certo ciume em Johan que nunca conseguia conhecer o rapaz, ele sempre saia antes dele chegar, e isto o incomodava... Johan as vezes parecia tão feroz quando falava com ele sobre vampiros, e isso a fez cumprir a promessa de não contar que estudava sobre.
Em uma noite quente de primavera Johan havia sumido mais uma vez, já acostumada com essas escapadas resolveu caminhar pelas ruas de um jardim mais afastado da cidade, estava um pouco doente, seria bom pra recuperar suas forças. No caminho encontrou seu amigo Leoric que resolveu acompanha-la. Após muitas conversas risos e vinho ela começou a notar que os olhos de Leoric estavam avermelhados foi então que ela achou que estava bêbada demais e resolveu ir embora.
Malet acordou num catre em uma bela gruta daquele jardim. Não entendia o que havia acontecido, apenas lembrava que estava indo embora do passeio com seu amigo. Havia sangue e terra em suas mãos e um gosto de sangue velho em sua boca a fez vomitar tudo que ainda havia em seu estômago. Estava estranha e fria, olhou seu rosto em uma poça e viu que seus olhos eram vermelhos como os que vira na noite anterior. Não sabia o que fazer mas tinha certeza do que havia se transformado dentro daquele sonho, jurou pra si mesma que era seu subconsciente lhe pregando uma peça. Passou toda a noite andando em círculos pensando em como acordar, adormeceu ao raiar do dia aquele lugar era bem afastado do sol. Outra noite, não sentia fome de comida, sentia cheiros, via entre a escuridão então ciente de que não estava sonhando correu, correu como se não fosse chegar nunca.
Ficha.
Foi até o encontro de Johan, que quase a matou. Ela nunca o viu tão grande e enfurecido, não a reconhecia, desferiu-lhe um golpe que rasgou o peito, foi então que a reconheceu. Ambos chocados com as descobertas choraram. Malet era uma não-viva e Johan um lupino, inimigos mortais, se sentindo culpado por não estar lá para protegê-la fizeram um pacto e juraram não contar a ninguém pois suas vidas dependem disso. Se ajudariam sempre e ficariam juntos quando pudessem, Malet voltou para a gruta antes que Leoric desse por sua falta, mas ele não veio. Mais dois dias e foi para casa sem entender nada, só que tinha fome, mas não era de comida. Nesse tempo aproveitou pra se testar, e descobriu coisas assustadoras. E ela as adorou, definitivamente nunca foi muito humana, e agora tinha a eternidade para estudar seus propósitos e construir algo, começava a gostar de tudo isso. Passou mais uns dias e sua fome era assustadora, e saciou sua sede pela primeira vez.
Um mês até Leoric aparecer e dizer que a levaria em um lugar, então o Sabá. Lembranças terríveis desse dia assombram sua mente até hoje. Seis meses mais com Leoric, uma ótima companhia pra conversar, um grande amigo, a ensinou tudo que sabia, via grande potencial em sua cria, mas o sabá não via, assim como não via nele, pois era criterioso demais. Nesses 6 meses vira Johan apenas uma vez. 
1 ano e 3 meses se passaram estava fazendo algumas anotações quando lhe chegara notícia que Leoric havia morrido em uma emboscada. Nunca disseram o porquê, pareciam não se importar. Após algumas semanas deram um jeito de infiltrá-la na camarilla para que descobrisse por si mesma. É lá onde ela está, até gostam dela. E Johan, a 3 meses não o vê.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dois Coelhos

Depois de uma comemoração que beirou o fracasso, e felizmente acabou sendo mais cômica que trágica... Esse filme salvou a noite.
Com roteiro de Afonso Poyart, estreante no cinema, o filme inova e me enche de mais esperanças no cinema nacional que cá entre nós vem arrasando nestes últimos anos. Mas não se engane se espera só ação, o filme é claramente apegado a uma trama super envolvente, cheia de indas e vindas na história.
Sinopse.Edgar, encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros: espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção.
Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos.
Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. 2 Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado.
Com bons efeitos, um toque de humor caracteristicamente brasileiro, um desenrolar um tanto frenético, uma trama bem elaborada e o final surpreendente fazem este filme valer a pena, assim como a ótima critica ao sistema corrupto bem no estilo "Código de Conduta".

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quântica - Cesar Oiticica Filho

Sábado visitei uma exposição muuito legal no Centro Cultural da Justiça Federal . A "Quântica", cujas obras têm por objetivo fazer com que o público conheça a técnica criada e batizada, desde 2000, de ‘Pintura Quântica’ (pelo próprio Cesar Oiticica, que explica que fazer pintura quântica significa "pintar com luz" ) .
Com esta exposição, o artista pretende mostrar o caminho percorrido, partindo da fotografia até a pintura. O resultado é a utilização do espaço tridimensional explorando as transparências dos dispositivos espalhados, que mudam de cor conforme o espectador caminha ao seu redor.
Eu na dança da luz.
"Quero chegar ao limite do uso do suporte da fotografia analógica. O que aconteceu com a pintura com o advento da fotografia acontece com a foto na era digital. A fotografia não tem mais a função de representar o real . Com meu trabalho, eu falo também dessa morte da fotografia como, até então, a conhecíamos" - afirma Oiticica Filho.
Ele estende a pesquisa de cor e luz para a segunda sala de sua exposição, com a instalação "Dança da luz". Nela, o público é convidado a vestir um macacão de lâmpadas coloridas de LED, e dançar no escuro ao som do maracatu estilizado do grupo Batuntã. Uma câmera registra os movimentos da dança, e a imagem é enviada ao visitante por e-mail e passa a ser um frame de seu vídeo no You Tube.

Quântica fica em cartaz até o dia 22 de janeiro. No dia 18, às 17 horas, o fotógrafo e artista realiza uma visita orientada à exposição. O Centro Cultural Justiça Federal funciona de terça a domingo, das 12 às 19 horas. A entrada é gratuita.