terça-feira, 28 de agosto de 2012

Aldeia Maracanã


Muitos que passam pelo prédio "abandonado" ao lado do estadio no Maracanã nem se dão conta de sua historia, ou que ele abriga uma aldeia indígena (Aldeia Maracanã).
Vendo os últimos acontecimentos sobre esse assunto, resolvi escrever um pouquinho de sua historia aqui.



A casa imperial
Luis Augusto Maria Eudes, duque de Saxe marido de Leopoldina filha de Pedro II, recebeu o terreno no século XIX. Ele doou o espaço à União em 1865  com cláusula que o condicionava a pesquisa sobre as populações originarias .Em 1910, Marechal Rondon criou, no prédio, o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), atual Funai. Depois de anos de pesquisas etnológicas e linguísticas, e de registros de aspectos das culturas indígenas, foi inaugurado no local, em 19 de abril de 1953, o Museu do Índio. Em 1977, o museu foi transferido para o bairro de Botafogo, e o prédio ficou abandonado. Recentemente foi considerado pela Unesco como um dos mais belos prédios do Rio, mesmo em seu triste estado.
imobiliárias em são paulo
 
Índios
Apos muitos anos de abandono a tribo se instalou  ao redor do prédio com o intuito de preservar o local e fundou o centro cultural indígena - Aldeia Maracanã. Uma tribo multiétnica formada de, guaranis, pataxós, guajajaras ,tucanos, entre outros. Cada etnia mostra um pouco de sua cultura, artesanato, pintura, rituais, cânticos, comidas, danças e historia.
Preservam o espaço como podem e promovem atrações todo segundo sábado do mês.
No local existe também um laboratório de analise de grãos pertencente a MAPA.
Ter um irradiador de cultura indígena no meio de um centro urbano é sem duvida de uma enorme riqueza e deveria ser tombado como patrimônio imaterial. 

A sanha Imobiliária 
De olho na Copa do Mundo e nas Olimpíadas de 2016, o governo do estado propôs a compra do imóvel à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão público vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No entanto, André Ordagcy, titular do 1º Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da Defensoria Pública da União, busca um meio de impedir a transação.
Segundo o governador Sérgio Cabral, a área da aldeia e o antigo prédio do Museu do Índio devem dar lugar aos novos acessos para o Maracanã. Por isso, o estado já está negociando a compra do imóvel junto à Conab. "Ali vai ser uma área de mobilidade. Uma área que é exigida pela Fifa e que está correta", afirmou Cabral -a Delta deve estar orgulhosa dele.
"De acordo com a cretina superintendente regional da Conab no Rio, Ludmila Brandão, o órgão está em negociações com o estado há três anos:
— Numa avaliação feita pela Caixa Econômica Federal, o valor do terreno foi fixado em R$ 60 milhões. Há interesse do governo há um tempo, mas não fechamos até agora por conta de detalhes burocráticos — diz." ( So fingir esquecer da clausula na doação do terreno né?)

Haverá um abaixo assinado redigido por uma advogada que sera passado aos moradores do entorno e a todos os interessados.
Essa semana terão uma audiência na união.

No dia 17 de setembro acontecerá o abraço ao Antigo museu e o fórum do patrimônio indígena.  A partir das 14h. E necessário chamar a atenção para o que pode acontecer ali.
Site http://centroculturalindigena.jimdo.com/


Próximo evento


domingo, 26 de agosto de 2012

Festival Globale Rio

Está acontecendo aqui no RJ este festival fantástico, que me parece pouco divulgado, em sua segunda edição no rio, propõe um olhar crítico sobre a globalização.
"Globale é um festival que propõe,
através da exibição de filmes de ficção e documentário,
construir momentos de debate com um público
amplo sobre temas relacionados aos processos de globalização."

No site dá pra conhecer um pouco mais sobre esse projeto e as próximas exibições.
Veja o calendário:
Domingo eu fui a exibição de dois documentários no Ponto Cine 'Yasuní' e 'Mamá Chocó', incríveis e emocionantes . Quem tiver a oportunidade de vê-los vale a pena, tratam de realidades muito próximas a nossa.
Yassuní- do Equador mostra a luta para que se preserve a Amazônia equatoriana.
Mamá Chocó - da Colômbia mostra a luta de camponeses espoliados pelo estado. A segregação social.

Duas histórias que nos fazem pensar sobre bem estar e como nossas relações de conforto e crescimento do país estão atreladas a consumismo e destruição até mesmo cultural. Temos uma visão européia de desenvolvimento, que muitas vezes não se enquadra com nossa cultura e acabamos por nos aceitar na condição de subdesenvolvidos simplesmente por não ter o mesmo modo de vida deles. Não precisamos perder a identidade pra conseguir algum desenvolvimento, nem explorar pessoas como se uma terceira disputa colonialista se instaurasse (O banco do Brasil está financiando parte do plano de "desenvolvimento" equatoriano, que acabará com 90% da Amazônia deles). Uma disputa colonial que age internamente com os  nossos próprios governantes apoiando a destruição e a remoção do povo pobre (como Belo Monte) e externamente, por financiadores disso tudo.

Melhor eu parar por aqui, se não dará uns 3 posts. =p


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Então flores

Estava eu "arrumando" meu quarto quando achei montes de guardanapos coloridos. Então deu aquela vontade de colá-los em tudo que eu via. Na minha compulsão por customizar saiu isso...

Sim, flores, a foto está péssima e o negócio é meio cafona, mas eu gosto u.u. 

Usei cola de decoupagem e cometi o erro de passar verniz com brilho. Pra lixar o papel serve até lixa de unha. E não dá pra esquecer de passar cola em cima antes de passar o verniz (e tirar o papel de traz do guardanapo né).
É uma ótima pra quarto de crianças ou pra continuar algum desenho da parede.


Minha próxima ideia estranha acho que será uma luminária, não sei. Desconfio que meu quarto será um carnaval permanente!