quinta-feira, 9 de abril de 2015

Filminhos e felicidade.

Alguns filminhos para trazer felicidade e pensamento crítico nas noites frias:

Brazil (1985) - Completo
Uma comédia distópica dirigida por Terry Gilliam, um dos integrantes do grupo Monty Python.
Sam, filho de um ex-ministro, vive num Estado totalitário e controlado pela burocracia. Até o dia que encontra a garota de seus sonhos, uma terrorista participante da luta contra o sistema. Sem querer, acaba se envolvendo nessa oposição.



Violette
Filme de Martin Provost.
Violette Leduc conhece Simone de Beauvoir nos anos do pós-guerra. Começa assim uma relação intensa e duradoura entre as duas escritoras. Uma história baseada na busca de Violette pela liberdade através da escrita, e na convicção de Simone ter nas mãos o destino de uma escritora extraordinária.



Pelo Malo
Direção de Maria Randón.
Junior, um menino de 9 anos, tem cabelo cacheado, e não pensa em outra coisa senão alisá-lo. Sua mãe, Marta, luta para sustentar a família após a morte do marido e, ao mesmo tempo, preocupa-se com a atenção de Junior com o visual, e tenta evitar o jeito diferente do filho.



O ilusionista
Direção: Sylvain Chomet
A história de um artista que está em decadência, cuja fase de glória está sendo roubada por estrelas emergentes do rock. Forçado a aceitar propostas como se apresentar em bares falidos e festas no jardim, ele conhece uma jovem fã que muda sua vida para sempre.


Eu fazia-lhe perguntas, exigia silêncio. Nessa ladainha nos queixávamos, nos revelávamos atrizes natas. Nos apertávamos até a sufocação. Nossas mãos tremiam, nossos olhos se fechavam. Parávamos, recomeçávamos. Nossos braços pendiam, nossa pobreza nos maravilhava. Eu modelava seu ombro, queria para ela carícias rústicas, desejava sob minha mão um ombro fremente, uma casca. Ela fechava minha mão, alisava um cascalho. A ternura me cegava. Rosto no rosto, nos dizíamos não. Nos apertávamos pela última vez, uníamos dois troncos de árvore num só, éramos os primeiros e os últimos amantes como somos os primeiros e os últimos mortais quando descobrimos a morte.

           Thérèse et Isabelle - Violette Leduc

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Diálogos

As vezes odeio ser Priscila.
Ser assim idiota, impotente e meio burra.
Me importar, querer mudar o mundo.

Tenho um lado meio ébrio que
acredita que o mundo pode ser
legal... É meu Pássaro azul*.

E aí a realidade bate meio forte nele.
























* "Pássaro Azul" Referência ao poema de mesmo nome do velho Buck.