sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dario Argento

É quase empírico saber que gosto de filmes de terror/horror/suspense basta olhar pra mim, então, da pra adivinhar o quão feliz fiquei ao saber que teria uma mostra inteirinha durante o Festival do Rio. A pesar de saber pelo cabeça de vento do Tiago quando já estávamos praticamente dentro do cinema XD.
Confusões a parte, a mostra "Dario Argento e seu mundo de horror"(parceria CCBB, Festival do Rio de Janeiro e apoiado pelo instituo Italiano de Cultura), trouxe os maiores filmes do mestre para nosso desfrute.
Se você que não gosta de terror está lendo isso e reclamando pense apenas nos melhores cenários cult da face da terra. Art Nouveau, Painéis de Escher, livros, Itália, barroco, e tudo mais que me fez esquecer o sangue e ter um princípio da sindrome de Stendhal - exagerei.
Vamos a Filmografia:
Diretor

1970 - L'uccello dalle piume di cristallo
1971 - Il gatto a nove code, Quattro mosche di velluto grigio
1973 - La porta sul buio (2 episódios), Il vicinio di casa, Il Tram, Testimone Oculare, La Bambola, Le Cinque Giornate.
1975 - Profondo rosso
1977 - Suspiria
1980 - Inferno
1982 - Tenebre
1985 - Phenomena
1987 - Opera
1990 - Due occhi diabolici  (episódios: The Black Cat e The facts in the case of Mr. Valdemar
1993 - Trauma
1996 - La sindrome di Stendhal
1998 - Il fantasma dell'opera
2001 - Non ho sonno
2004 - Il cartaio
2005 - Ti piace Hitchcock? , Masters of Horror (episódio: Jenifer)
2006 - Masters os Horror (episódio: pelts)
2007 - La terza madre
2009 - Giallo
2012 - Dracula 3D

Além de tudo, Argento tem 24 cromossomos brasileiros, e  em sua maioria, as trilhas (que são *_*) são de Claudio Simonetti, ex integrante da banda Goblin.
A mostra termina dia 23.

Fico por aqui.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Do pó ao pó.

Uma das exposições que visitei esses dias me levou a refletir um bocado sobre o valor da arte. O talento, a força que nos move a criar, o dom desperdiçado, o falso reconhecimento, a falta de oportunidade. O que seus próprios países reservam à seus artistas?
Manuel Messias
 Aluno de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), no início dos anos 1960, e foi por ele orientado para a produção de xilogravuras. Desde então, Messias construiu uma obra de intensa expressividade e de uma singular marca autoral, que logo foi reconhecida, nacional e internacionalmente, como de excelência.
 Nos anos 1970, Manuel Messias introduziu importantes inovações, estéticas e técnicas, no campo da gravura, e seu reconhecimento como artista se aprofundava.
 Na década seguinte, esse processo avançou, mas sua vida assumiu uma dimensão trágica, na qual se combinavam sofrimento psíquico e pobreza material.
 Nos anos 1990, sua obra praticamente cessa, em função do agravamento das precárias condições materiais e psíquicas do artista.  A mostra reúne 72 obras, em sua grande maioria xilogravuras. Esse conjunto representa uma importante parte da obra desse artista, e é uma rara oportunidade para se apreciar trabalhos, infelizmente, pouco presentes nos acervos públicos do Brasil.
Uma obra tão relevante pra gravura brasileira, e tão pouco conhecida.
Me assusta pensar quantos mais ficaram perdidos pelo tempo, não tiveram o devido valor, principalmente em vida. Quantos não teremos a oportunidade de conhecer suas obras... Acho que sou utópica demais.

As obras e a vida de Manuel Messias estão expostas no Caixa Cultural até dia 30 deste mês.