quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Do pó ao pó.

Uma das exposições que visitei esses dias me levou a refletir um bocado sobre o valor da arte. O talento, a força que nos move a criar, o dom desperdiçado, o falso reconhecimento, a falta de oportunidade. O que seus próprios países reservam à seus artistas?
Manuel Messias
 Aluno de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), no início dos anos 1960, e foi por ele orientado para a produção de xilogravuras. Desde então, Messias construiu uma obra de intensa expressividade e de uma singular marca autoral, que logo foi reconhecida, nacional e internacionalmente, como de excelência.
 Nos anos 1970, Manuel Messias introduziu importantes inovações, estéticas e técnicas, no campo da gravura, e seu reconhecimento como artista se aprofundava.
 Na década seguinte, esse processo avançou, mas sua vida assumiu uma dimensão trágica, na qual se combinavam sofrimento psíquico e pobreza material.
 Nos anos 1990, sua obra praticamente cessa, em função do agravamento das precárias condições materiais e psíquicas do artista.  A mostra reúne 72 obras, em sua grande maioria xilogravuras. Esse conjunto representa uma importante parte da obra desse artista, e é uma rara oportunidade para se apreciar trabalhos, infelizmente, pouco presentes nos acervos públicos do Brasil.
Uma obra tão relevante pra gravura brasileira, e tão pouco conhecida.
Me assusta pensar quantos mais ficaram perdidos pelo tempo, não tiveram o devido valor, principalmente em vida. Quantos não teremos a oportunidade de conhecer suas obras... Acho que sou utópica demais.

As obras e a vida de Manuel Messias estão expostas no Caixa Cultural até dia 30 deste mês.

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