sexta-feira, 6 de março de 2015
Vida
Por que me ensinaram que tu eras impuro?
Que teria de esconderte muito bem nas minhas saias,
Que ninguém sequer teria de saber
Que estava a manchar com vermelho
Minha cama...
Se você é sangue que canta o milagre,
A mesma que grita que não temos vindo da dura costela de um homem,
Mas do ventre morno de uma mulher ;
Contigo, em vez da água bendito,
Conviria persignar todas as frentes,
Você que vens para do ventre sagrado,
Você que sai do ventre quente,
Você que da testemunho de vida,
Você que sabe curar as pessoas.
Uma noite destas, eu vou em silêncio dançando os campos,
Vou deixar que baixe o meu sangue, aqui por minhas pernas,
Que chegue aos ranhuras, que entre na terra ;
Haverá mais colheita, a fruta mais doce...
Se cada mulher fizesse o mesmo,
Se fossemos todas dançando os campos,
Teria mais amor nos povos do mundo,
Teria mais doçura...
Bendito sangue lunar
Que pintas de fértil meu ventre
Que linda carinho lhe de las ao meu sexo!
Gostaria de contigo pintarme a face
Os lábios, os seios e a alma
Pintar nas mãos daquele que me ama...
- Karluna terso
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