segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Reflexões II

Na nossa geração é muito comum culpar os mais velhos por algo ruim que nos acontece é muito comum não analisar um conteúdo histórico referente a cada nação e apenas sair "apontando o dedo"...  
Numa analise superficial das camadas médias da sociedade, o que define nosso poder/influência é o status, e este é mostrado com um desperdício e consumismo exacerbado.
De onde veio isto? Do nosso passado? Ou da influência cultural externa visando mercados consumidores? O que ou quem definiu que esse seria o padrão?
Essas respostas são bem pessoais e saem um pouquinho dó mérito do texto até, mas como todo bom estudante de arquitetura analisar causas e consequências muitas vezes pouco ligadas, faz parte.  Boa leitura.


  Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
   O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente".

   "Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
   Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
   Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
   Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
   Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
   Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
   Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
   Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
   Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?"

Solitude

O que nos faz distintos é o que nos torna forte. E aceitar as diferenças, coexistir com elas é o que nos faz sensatos e racionais. O que é desconhecido causa medo, e preconceito nada mais é que puro medo. Este nos torna irracionais, mesquinhos, escória rastejante, mendicante de resquícios de atenção para mostrarmos o quanto somos ditos 'normais'. E o que é a normalidade? Permita-me dizer que nessa ótica nada mais é que ser igual a todos os outros, queimando a atitude em fogueiras insensatas de puro medo. E assim a humanidade vai vivendo cega. Destroçando sonhos visionários, mulheres e homens pensantes, ateando fogo em suas bruxas modernas.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dia do Arquiteto

O que é arquitetura pra você?
Particular demais esta pergunta... O que é arquitetura pra mim?
" L’architecture, c’est l’art de faire chanter le point d’appui."
E o que quer dizer com isso?
A música, a história do mundo é contada numa eterna música, onde os sons se misturam numa sinfonia inacabada. E a arquitetura é a intervenção massiva, concreta, que pode harmonizar ou destoar desta canção.
É necessário ter os pés no chão e a cabeça no espaço. Ser o engenheiro, técnico, desenhista, topógrafo, geógrafo, pedreiro,designer... poeta.
Utópico e conservador, e essa é minha eterna luta. 
Tão complexa e apaixonante, tão "antônima" de si mesma, capaz de levar ao êxtase, loucura, amor, ódio. E tão simples a ponto de ser a personificação da seleção natural.
Desejo um feliz dia do arquiteto a todos os sofredores que aqui passarem, estudantes desta tão sublime arte de enlouquecer, ou de qualquer outra. =*

P.S: É dia 11 ^.~

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lama

Ninguém tem o direito de destruir um ecossistema, acabar com uma vida indefesa e muitas outras num ciclo, a menos que seja pra comer, o que faz parte do ciclo. Humanos o caso já é outro, são destrutores, uma praga que infecta e acaba com tudo que toca, já fomos um dia parte controlada da natureza até inventarem o egoísmo.
Como se vê filhotes mortos por envenenamento, um morre na sua mão e outro ainda lutando pela vida?
Como se vive assim, sabendo que um dos seus vizinhos é um estúpido assassino de filhotes, sem poder arrancar as tripas do filho dele e vê-lo se contorcer até morrer, como aconteceu com o bichinho. Que tipo de covarde fica feliz com a morte de um ser indefeso?
Os médicos afirmam tanto sobre um possível transtorno da personalidade antissocial que me faz enxergar o mundo dessa forma... e o que é normalidade? Egoísmo, torturar seres indefesos, seguir um padrão imposto por uma mídia desconexa, ser gado numa sociedade em que o bonito é esconder seu lixo debaixo do tapete e apontar para o outro? Dispenso essa normalidade, dispenso essa gente vazia, sempre interessada em provar que é melhor que outra coisa qualquer quando na verdade não passa de escória, escória da natureza. O que o Deus bíblico queria dizer com vir da lama? Talvez a tradução pra ser uma merda tenha sido esquecida.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A inversão de VALORES e a importância da engenharia

Aqui vai um texto magnífico de Milton Golombek, que merece ser lido e lembrado... Vale muito a construção civil em geral.



    Vivemos em uma sociedade na qual são valorizados predominantemente as
aparências e o glamour. Modelos, cantores, atores e atletas se sobrepõem,
com seus valores, a outros valores essenciais ao progresso da condição
humana e à melhoria da qualidade de vida. Mas o problema não é apenas
brasileiro; é fenômeno universal, com algumas raras exceções.
Mas não se pode esquecer que basicamente tudo o que utilizamos em nosso
dia a dia - meios de transporte, tais como rodovias, ferrovias, aeroportos,
edifícios residenciais, espaços para abrigar hospitais, escolas, centros
culturais etc., tudo isso são projetados pela inteligência de arquitetos e
engenheiros. A Engenharia, em meu entendimento, é a maior responsável
pelo progresso da humanidade em todos os campos do conhecimento
humano.
O futuro não depende das celebridades, muitas das quais alegram e
satisfazem o nosso dia a dia, mas, sim, dos cientistas, pesquisadores em
todas as áreas, tecnólogos e engenheiros que continuam a construir as
condições para um futuro melhor.
Na mesma semana em que os jornais, revistas e TVs gastaram páginas e
horas para mostrar e comentar as roupas e joias usadas na entrega do Oscar,
foi dado o prêmio Russ Prize - equivalente ao Nobel de Engenharia - para
os engenheiros Earl Bakken e Wilson Greatbatch. Contudo, nenhum
comentário apareceu na mídia a respeito disso. E essas personalidades,
foram os inventores do marca-passo. Graças a elas, atualmente mais de 4
milhões de pessoas estão vivas. São instalados mais de 400 mil marcapassos
por ano no mundo.
Na inauguração das grandes obras de Engenharia costumam aparecer as
autoridades eventualmente de plantão. Mas os nomes dos engenheiros e dos
projetistas que as projetaram e construíram, invariavelmente são
negligenciados e esquecidos. Quando muito, são divulgados nos nomes das
construtoras.
Nos folhetos de venda dos imóveis e coquetéis de lançamentos aparecem os
paisagistas, decoradores de interiores e imobiliárias. Mas não aparecem os
nomes das empresas de Engenharia envolvidas nos projetos de estruturas,
fundações e instalações. A Engenharia é encarada quase como um mal
necessário.
Só somos lembrados quando ocorrem catástrofes e acidentes em obras.
Nestas horas, todos querem identificar os engenheiros responsáveis. É
nossa, a responsabilidade de mudar este quadro, valorizando nossa
profissão, fazendo com que as conquistas da Engenharia sejam
reconhecidas e deixem de ficar em terceiro plano. Esta falta de
reconhecimento e valorização tem consequências diretas nas remunerações
dos serviços de Engenharia.
As imobiliárias, que não tem nenhuma responsabilidade pelas edificações,
nem pelo seu desenvolvimento, recebem 6% do valor geral de vendas
(VGV) enquanto todos os projetos de engenharia da obra somados
representam no máximo 2% do VGV. Pior: ninguém discute os gastos com
corretagem. Em compensação discutem os custos de projeto e das soluções
de Engenharia. Trata-se de uma total e absoluta Inversão de Valores!
Com o crescimento da economia no Brasil, cada vez mais a nossa profissão
será necessária. Com mais de 40 anos de atividade, passando por vários
planos econômicos, posso afirmar que escolhi a profissão ideal. Precisamos
de mais engenheiros e tecnólogos urgentemente. A valorização da profissão
fará com que mais estudantes se interessem em entrar num dos campos
mais desafiadores e gratificantes das atividades humanas: a Engenharia!

*Milton Golombek é presidente da Associação Brasileira de
Empresas de Projetos e Consultoria em Engenharia Geotécnica
(ABEG)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bienal de Arquitetura, Livro "A cidade sou Eu"

Bienal de arquitetura rolando em São Paulo, eu doida aqui pois dia 23 agora, terão as palestras abertas do evento Arq.Futuro ... um evento sem dúvida importantíssimo para a formação de qualquer aluno de arquitetura.
De quebra no outro dia, uma passadinha na bienal que o tema abordado é "Arquitetura para todos: construindo Cidadania" polêmico não? Principalmente da forma que está sendo imposta a "urbanização" pelo estado... enfim, tema looongo. Ah, meio de semana mais arriscado... ninguém disponível pra se aventurar comigo? Hotel barato um mapa e uma mochila, vamos?
Dia 25 agora, na livraria Argumento (no Leblon a partir das 19h), acontecerá o lançamento do livro " Cidade sou Eu" de ROSANE ARAUJO, "resultante de uma tese de doutorado vencedora do Prêmio Capes de Tese 2008", parece ser um livro ótimo, Vale conferir.
Também no dia 25 as 19h,  palestra do arquiteto Fernando de Mello Franco (sócio-fundador do escritório MMBB) na PUC-Rio.
Difícil escolha ¬¬'

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dario Argento

É quase empírico saber que gosto de filmes de terror/horror/suspense basta olhar pra mim, então, da pra adivinhar o quão feliz fiquei ao saber que teria uma mostra inteirinha durante o Festival do Rio. A pesar de saber pelo cabeça de vento do Tiago quando já estávamos praticamente dentro do cinema XD.
Confusões a parte, a mostra "Dario Argento e seu mundo de horror"(parceria CCBB, Festival do Rio de Janeiro e apoiado pelo instituo Italiano de Cultura), trouxe os maiores filmes do mestre para nosso desfrute.
Se você que não gosta de terror está lendo isso e reclamando pense apenas nos melhores cenários cult da face da terra. Art Nouveau, Painéis de Escher, livros, Itália, barroco, e tudo mais que me fez esquecer o sangue e ter um princípio da sindrome de Stendhal - exagerei.
Vamos a Filmografia:
Diretor

1970 - L'uccello dalle piume di cristallo
1971 - Il gatto a nove code, Quattro mosche di velluto grigio
1973 - La porta sul buio (2 episódios), Il vicinio di casa, Il Tram, Testimone Oculare, La Bambola, Le Cinque Giornate.
1975 - Profondo rosso
1977 - Suspiria
1980 - Inferno
1982 - Tenebre
1985 - Phenomena
1987 - Opera
1990 - Due occhi diabolici  (episódios: The Black Cat e The facts in the case of Mr. Valdemar
1993 - Trauma
1996 - La sindrome di Stendhal
1998 - Il fantasma dell'opera
2001 - Non ho sonno
2004 - Il cartaio
2005 - Ti piace Hitchcock? , Masters of Horror (episódio: Jenifer)
2006 - Masters os Horror (episódio: pelts)
2007 - La terza madre
2009 - Giallo
2012 - Dracula 3D

Além de tudo, Argento tem 24 cromossomos brasileiros, e  em sua maioria, as trilhas (que são *_*) são de Claudio Simonetti, ex integrante da banda Goblin.
A mostra termina dia 23.

Fico por aqui.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Do pó ao pó.

Uma das exposições que visitei esses dias me levou a refletir um bocado sobre o valor da arte. O talento, a força que nos move a criar, o dom desperdiçado, o falso reconhecimento, a falta de oportunidade. O que seus próprios países reservam à seus artistas?
Manuel Messias
 Aluno de Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), no início dos anos 1960, e foi por ele orientado para a produção de xilogravuras. Desde então, Messias construiu uma obra de intensa expressividade e de uma singular marca autoral, que logo foi reconhecida, nacional e internacionalmente, como de excelência.
 Nos anos 1970, Manuel Messias introduziu importantes inovações, estéticas e técnicas, no campo da gravura, e seu reconhecimento como artista se aprofundava.
 Na década seguinte, esse processo avançou, mas sua vida assumiu uma dimensão trágica, na qual se combinavam sofrimento psíquico e pobreza material.
 Nos anos 1990, sua obra praticamente cessa, em função do agravamento das precárias condições materiais e psíquicas do artista.  A mostra reúne 72 obras, em sua grande maioria xilogravuras. Esse conjunto representa uma importante parte da obra desse artista, e é uma rara oportunidade para se apreciar trabalhos, infelizmente, pouco presentes nos acervos públicos do Brasil.
Uma obra tão relevante pra gravura brasileira, e tão pouco conhecida.
Me assusta pensar quantos mais ficaram perdidos pelo tempo, não tiveram o devido valor, principalmente em vida. Quantos não teremos a oportunidade de conhecer suas obras... Acho que sou utópica demais.

As obras e a vida de Manuel Messias estão expostas no Caixa Cultural até dia 30 deste mês.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Reflexões

Uma das coisas que mais estão se perdendo nas cidades são as cores. Um batalhão vidros verdes e concreto em absurdas quantidades. As cores vão se perdendo no meio padronização predial. Será que é preciso perder a identidade pelo padrão? Acho que simplesmente a coisa toda está sendo pessimamente administrada.
Como tornar um espaço urbano rejeitado,em um local acessível e acolhedor?

As difíceis soluções para essa questão são cada vez mais necessárias, e cada vez menos utilizadas. A falta de interesse público e a necessidade de lucros astronômicos tornam cada vez maior essa despreocupação com o bem estar, a qualidade de vida em todos os sentidos está caindo. Certamente todos se lembram do gosto das coisas em sua infância. Quem nunca tomou um susto por experimentar algo depois de anos e ver que seu gosto mudou? Isso acontece todo o tempo com tudo que usávamos ou usamos, uma diminuição no tamanho, a substituição de um componente por outro de qualidade inferior e preços sempre subindo. Isso também acontece com a construção civil, o ser humano, o entorno não são mais prioridades, nem o projeto em si é uma prioridade.
O que fazer sobre isso?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A mãe vai bem?

Entre tantos bons assunto pra tratar aqui, acabou sobrando o pior de todos...
Recentemente houve uma espécie de acordo entre a UNE e o governo federal (sim, um acordo de gabinete), referente a meias-passagens para estudantes universitários do PROUNI.
Até então, nenhuma grande vitória, mas, algum avanço. Exceto pela forma como foi desvirtuado o "benefício". Cada aluno teria que pagar 20 reais e fazer uma carteirinha da UNE, isso inclui assinar e aderir a "instituição", caso contrário não pode receber seu RioCard.
Então façamos as contas... 180 mil alunos tem esse direito... 180mil x 20,00 = OPA!!!
Sem contar os acordos tributários com a Fetranspor... ok, uma lagoa de lama.
E o pobre do aluno é ligado indiretamente a todas estas negociatas assinando um papel pra ganhar meia-passagem (y). Não há nenhum representante da UNE no RJ e ligando pra SP ninguém quis se pronunciar... O responsável de SP foi a UERJ ontem a noite, (depois do horário de atendimento obviamente) recolheu computadores quebrados (parece que alguns alunos se revoltaram com a demora e o péssimo atendimento) e voltou pra casa antes que alguém pudesse pronunciar a palavra cadeia.

Ps. Esta postagem é de alguns dias atrás.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Agora o mundo é preto e branco" - I Am A Cliché

Nem só de construções vive um arquiteto, a citação "nenhum homem é uma ilha" se enquadra perfeitamente na profissão. Um arquiteto necessita muito mais do saber e do olhar, ele é um pouco de todas as profissões reunidas em um só ser humano.
A arte está dentro de nós, e em cada pensamento humano. Eu diria que todos somos obras de arte, somos música, tudo é música.
E mudando de assunto, mas, não muito, hoje vim registrar aqui uma exposição maravilhosa que foi aberta dia 12 no Centro Cultural Banco do Brasil. Se chama "I Am A Cliché - Ecos da estética punk." A exposição recebe o título de uma música da banda X-Ray Spex. E brinca com o significado da palavra cliché, que em francês significa foto, e em português "comum".
"O objetivo da exposição é destacar a cultura do faça você mesmo, um dos símbolos do movimento punk." Disse a curadora Emma Lavigne na palestra de abertura.
 A exposição retrata a cena punk inglesa (onde nasceu o movimento) e a americana, respeitando suas distinções ideológicas. São fotos intimistas, algumas encontradas a pouco tempo. Ainda conta com uma sala onde se encontra a coleção de discos Thierry Planelle, co-curador.
"I Am A Cliché explora o status da imagem e suas metamorfoses dentro da estética punk. Dos Screens tests silenciosos de Andy Warhol aos retratos icônicos de Patti Smith capturados por Mapplethorpe; das fotocolagnes subversivas de Jamie Reid aosvultos distorcidos cilicados por dennis Morris e manipulados por Bruce Cornner à apropriação por David Lamelas das poses das estrelas do rock caídas de seus pedestais; das paisagens urbanas desoladas de Peter Hujar às salas de shows suspensas no tempo de Rhona Bitner. Aqui, a imagem se torna palco e caixa de resssonância dessa Blank Generation cantada por Richard Hell." Extraído do folheto de divulgação.
Nada de espoiler por aqui, nada de disposição de salas, formatos, estética, nem material, aconselho mesmo que todos vejam, pois vale muito a pena.
Um pouco mais sobre os fotógrafos: 
Andy Warhol - Fotógrafo da estética punk, acreditava que podia ver a pessoa melhor em videos silenciosos de mais ou menos 3 minutos. //
Bruce Conner - Inventor do vídeo-clipe, utilizava-se da colagem para montá-los, suas fotos são inspiradoras e experimentais, dão sensação de movimento e possuem fortes criticas políticas; teve fotos de um show em são francisco descobertas recentemente. //
David Lamelas - Artista conceitual, Argentino, único latino da exposição, 2 séries de fotos importante; 1ª como fotógrafo da "moda punk", como se vestiam as pessoas do movimento; e a 2ª ele como rockstar mesmo não sabendo tocar instrumentos poseragem. //
David Wojnarowicz - Fotógrafo cinematográfico, usava a idéia de visualização como um livro, também utilizava colagens; sua estética era mais visual e suas obras complexas, por política própria de sempre estar em ruas mau afamadas fotografando temas "chocantes para a sociedade". Fotografava também as mudanças arquitetônicas da cidade de NY, com enfoque no crescimento dos arranha-céus em contrapartida com a NY abandonada. //
Dennis Morris - Acompanhou o Sex Pistols, principalmente durante e pós turnê da Jamaica. // 
Destroy all Monsters //
Jaime Reid - Usava mais foto colagem, criou a composição visual do Sex Pistols, principalmente as capas; tinha forte relação com o Dadaísmo.//
Linder // 
Peter Hujar - Artista Vintage, inspirou Gaudin, seu conceito de vida de morte diferenciado por suas experiências em uma visita a catacumbas italianas, fotografou amigos em leito de morte. // 
Robert Mapplethorpe - Relação dele com o niilismo, suas fotos sofisticadas e simples, pois não havia "Glamourização", marcou o início do movimento contemporâneo. // 
Ronald Nameth // 
Sthepen Shore //

Um pouco sobre a curadora e dados da exposição:
Emma Lavigne, é do Museu Nacional de Arte Moderna da França / CCI Centre  Culturel Georges Pompidou (sim, o Pompidou, aquele fodão, e do Les Rencontres d' Arles.

I Am A Cliché vai de até 02 de outubro aqui no RJ.
Entrada Franca.
Funciona de terça a domingo de 9h à 21h
Endereço: Rua 1º de março, 66 - Centro
@ccbb_rj - site - facebook

Bibliografia recomendada:

  • Lipstick Traces: a secret history of the twentieth century - de Greil Marcus (Emma nos recomendou todos os livros dele).
  • England's Dreaming: anarchy, Sex Pistols, punk rock, and beyond - de Jon Savage.

A frase título do post retrata o pensamento do punk inglês,
Fico por aqui nessa semana mundial do rock.

sábado, 2 de julho de 2011

Borboletas

Enquanto #@!*&(%FDP meu querido Cad está destravando eu vim aqui postar sobre flores. No último projeto que fiz, um dos principais atrativos dos jardins eram flores que atraiam borboletas, por ser uma escola, nada melhor que seres vivos para estimular a curiosidade, e em consequência, conhecimento. Pois bem, fiz uma pesquisa básica sobre, e descobri várias coisas interessantes...
Uma delas era meu medo de atrair, abelhas pelas picadas e pássaros pelos lugares fechados (desesperados, eles se batem até a morte). 
Então, vejamos as descobertas:
"Alguns dos chamados agentes polinizadores são seletivos e são atraídos por determinada flor, com forma e coloração específica. Observadores notaram que as abelhas são mais atraídas por flores de corola curta e flores amarelas e azuis."
"Os beija-flores, com seu bico estreito e longo, são atraídos por flores campanuladas e de coloração amarela e vermelha e as borboletas apreciam flores de corola estreita tipo funil ."

Flores de fácil cultivo para atrair borboletas:

1. Lantana - Lantana camara 
2. Penta – Penta lanceolata
3. Marmelinho -Chaenomeles speciosa


Vale a pena também dar uma olhada nestas, mas atenção, não atraem só borboletas, e nem todas são de fácil cultivo:

Nome científico [Nome popular]
Ageratum houstonianum [Agerato]
Ajuga reptans [Ajuga]
Bidens bipinnata [Cosmos-de-jardim]
Buddleja davidi [Budleia]
Caesalpinia pulcherriama [Flamboyãzinho]
Centaurea cyanus [Centáurea]
Cleome hassleriana [Mussambê]
Bidens rubifolia [Picão-amarelo]
Duranta repens [Borboleteira]
Heliotropium arborescens [Heliotrópio]
Lavandula angustifólia [Lavanda]
Lonicera tatarica [Madressilva]
Myosotis sylvatica [Miosote]
Passiflora alata [Maracuja]
Pentas lanceolata [Estrela-do-egito]
Senecio confusus [Jalisco]
Tagetes pátula [Cravo-de-defunto]
Thitonia diversifolia [Ggirassol-mexicano]
Turnera ulmifolia [Flor-de-guarujá]
Verbena hybrida [Verbena]
Zinnia elegans [Zínia]

-O berçário (plantas onde as borboletas depositam seus ovinhos) devem ficar afastadas do contato humano geral, pois algumas lagartas queimam.
- Descubra quais borboletas são comuns em sua área, observe por alguns dias e use um guia de borboletas.
Ex. Asclepias, que atraem monarcas, Salsa, atrai as Cauda-de-andorinha.

Fico por aqui hoje, Hasta.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Olá.

Começo esse blog com o intuito de guardar alguns aprendizados, e que por ventura possa ajudar alguém mais iniciante, na glamurosa profissão dos que não querem ter vida.
Hoje, tentando importar um arquivo de Cad para o Sketch up, percebi que era um aero (sim! aqueles feitos por um sonar e jogados no site da prefeitura), esse tipo de arquivo é 3D e tem vários riscos simbolizando as alturas, resumindo, o sketch ficou um caos....
Foi então que percebi que o meu AutoCad 2006 não possui o commando 'flatten', aliás esse comando não é recomendado se o que estiver fazendo tenha que ter precisão. 
The FLATTEN command is similar in nature to a Plot To 2D type of operation. As with plot conversion, some degradation of drawing precision may occur. This precision loss is usually insignificant and it occurs mainly when the Hide option is selected or the perspective view is on. 
Isso está no help da express tools. Ou seja, nem sempre o cad sabe contar, ou frequentou aulas de G.D. Essa variável depende do computador e bla, bla, bla. Vou aprender a usar lisp de agora em diante (rotinas externas, pois o cad é mais ou menos como um dos do windows).

Então, a solução que encontrei foi bem mais demorada, porém eficaz.
Consiste em:
Abrir a caixa de propriedades (ctrl+1)
Selecionar um de cada vez,
se for polyline:  vertex Z, colocar o valor 0
se for line:
colocar o valor 0 nos campos, Start Z e End Z.

Vou por uma rotina Lisp de flatten, ela é do Fabio Santana da Silva.
Flatten lisp. txt

Encerro por aqui, Beijão.

sábado, 25 de junho de 2011

Terráqueos (Earthling - 2005)

Olá pessoal, estou postando aqui pela primeira vez convidado pela Priscila, para falar livremente dos assuntos aleatórios :)

Terráqueos - Earthlings

Hoje finalmente assisti o famoso filme-documentário Terráqueos (Earthlings). Também me foi recomendado com a promessa de mudar minha opinião de em comer carne - e adiantando, não mudei após ver o filme.
Sempre tive a curiosidade de ver este video, pois gosto destas coisas que me instigam, e posso afirmar, validar e apoiar as causas deste documentário, porém minha indignação talvez, é a forma de como é relatado. Tendencioso e apelativo são as principais "características" do filme.E também muito forte, com cena chocantes e nauseantes, não recomendo àqueles sentimentalistas e de estômago fraco.

Mais sobre o filme, download: http://www.terraqueos.org/

YOUTUBE
1: http://youtube.com/watch?v=tZ8oxD9WLNo
2: http://youtube.com/watch?v=U1Qu0RPwI4U
3: http://youtube.com/watch?v=m-KSXWNx2Os
4: http://youtube.com/watch?v=4_HBwSvL5nA
5: http://youtube.com/watch?v=BfPq3ESIv8I
6: http://youtube.com/watch?v=0FdZUiUm_pY
7: http://youtube.com/watch?v=gtQPHmbTEfo
8: http://youtube.com/watch?v=W5f1j7zZhIU
9: http://youtube.com/watch?v=o5pocEHeJoE
10: http://youtube.com/watch?v=Nr5qin0GPYg

Um grande abraço a até a próxima!

domingo, 1 de maio de 2011

Musical - Notre-Dame de Paris

Quase 6 meses depois venho eu a postar novamente....
Ao menos agora tenho acentos ahhahaahaha.

Hoje estava vagando pela internet quando me deu uma súbita vontade, quase um desejo, de ver novamente Notre-Dame de Paris. Não achei meu DVD de forma alguma, o que me deixou muito triste. Foi então que conversando com um amigo ele achou as músicas no YouTube, não é a mesma coisa, mas, já pude matar um pouco da saudade.

Notre-Dame de Paris é um musical baseado no romance de Victor Hugo, popularmente conhecido como "O Corcunda de Notre-Dame".
As belíssimas letras são de Luc Plamondon e Richard Cocciante. O musical foi apresentado em mais de 6 países com adaptação a língua local.
Vou deixar o gostinho com o link de duas músicas e letras.
(Foto: O Poeta)

Música 1 - Le temps des cathédrales
Letra - Le temps des cathédrale

C'est une histoire qui a pour lieu

Paris la belle en l'an de Dieu
Mil quatre cent quatre vingt deux
Histoire d'amour et de désir

Nous les artistes anonymes
De la sculpture ou de la rime
Tenterons de vous la transcrire
Pour les siècles à venir

Il est venu le temps des cathédrales
Le monde est entré
Dans un nouveau millénaire
L'homme a voulu monter vers les étoiles
Écrire son histoire
Dans le verre ou dans la pierre

Pierre après pierre, jour après jour
De siècle en siècle avec amour
Il a vu s'élever les tours
Qu'il avait bâties de ses mains

Les poètes et les troubadours
Ont chanté des chansons d'amour
Qui promettaient au genre humain
De meilleurs lendemains

Música 2- Les sans-papiers
Letra - Les sans-papiers

Nous sommes
Des étrangers
Des sans-papiers
Des hommes
Et des femmes
Sans domicile
Oh! Notre-Dame
Et nous te demandons
Asile! Asile! Ver toda

Site da peça


Encerro por aqui, Até breve.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Monologo Nosferatu - 1607

Longos dias e belas noites!
Mais um pedacinho... espero que gostem...

1607, lembro-me perfeitamente desse ano, as luzes de la vechia Itália estavam mais amareladas do que nunca. O cheiro das flores primaveris, ao repousar sobre elas me embriagavam, era uma criança feliz, com a beleza de um anjo esculpido em mogno, e a perspicácia de um filosofo grego.
Papai andava muito ocupado com alguns afazeres e me deixava sempre com professores particulares. Certo dia, ele sorriu dizendo que remediaria tudo a noite. Então, nesta mesma noite ele me levou a primeira apresentação da opera Orpheus, de Cláudio Monteverdi. Eu não piscava para não perder nenhum detalhe, e não os perdi. Apoiado no balcão sacado da frisa olhava cada movimento do tenor no palco, e dos amigos de meu pai ao fundo da frisa, homens pálidos e com cheiro de morte, e isso me fez gelar por vários instantes, como se tudo acontecesse em camera lenta. Homens trajando negro, com olhos sem brilho vital, parados como belas e apáticas estátuas de cera olhando para papai, temi por sua vida. Pela primeira vez pensei na morte, e o quão cruel era por afastar pessoas que se amam. Ele me olhou, e com seu sorriso terno ofereceu seu colo. Corri sorrindo, esquecendo por completo meus medos, encostei a cabeça em seu peito e adormeci, ouvindo a trágica e doce opera.

Sim continua... mas, sem previsões.
Bom Feriado.
|Ouvindo: Apocalyptica - Path, vol 2|

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

2011

E 3 meses depois, volto eu... semestre tenso, só agora me recuperei do trauma Oo' que esse período causou. Enfim Ano Novo, e uma lista de acontecimentos do Rio de Janeiro (ou não) para esse ano (e uns acrescentados por mim \o.)

Janeiro
Fashion Rio – coleção Outono/Inverno (frescura)
Viradão do MomoEnsaio das Escolas de Samba
Dia de São Sebastião
05 a 30 de janeiro, II Festival de Jazz do Rio, na Sala Baden Powell

Fevereiro
Regata Cape Town Rio
Carnaval de Rua
(Bloco dos Malditos saindo da Cobal do Humaita)

Março
Aniversário da Cidade
Iron Maiden dia 27/03/11 – HSBC Arena

Abril
LAAD – Latin American Aerospace Defense Maio
Verão sem fim – “Billabong Rio-Pro”
Comida di Buteco
Rio Boat Show
Show do Haggard

Junho
Fashion Rio – coleção Primavera/VerãoFashion Rocks

Julho
Jogos Mundiais Militares
Maratona Internacional do RioPreliminary Draw
Anima MundiTour do Rio
9 de Julho, 2a edição do Rio Parade ( Se confirmada será o maior evento de música eletrônica da América Latina, com mais de 120 DJS, 11 horas de duração e 20 “Lovemobiles”. O evento aconteceria no Centro, por cerca de 2,5 Kms indo da Praça da República até a Cinelândia onde teria um palco.)
DDK - Mittelalter (sempre a melhor edição)

Agosto
Ultimate Fighting Championship
Athina Onassis International Horse Show
Meia Maratona Internacional do Rio

Setembro
Rock in Rio
Festival do Rio
ArtRio – Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro

Outubro
ABAV – Feira das AméricasSOCCEREX

Novembro
Parada Gay
Festival de Gastronomia do Rio
Feira da Providência

Dezembro
Árvore de Natal da Lagoa
Festival de Presépios


Por enquanto e só isso, mas, não voltarei devagar, já tenho umas resenhas, uns capítulos do monologo nosferatu e outras coisinhas...
Buenos dias...
|Assistindo: 30 dias de noite 2|