quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Reflexões

Uma das coisas que mais estão se perdendo nas cidades são as cores. Um batalhão vidros verdes e concreto em absurdas quantidades. As cores vão se perdendo no meio padronização predial. Será que é preciso perder a identidade pelo padrão? Acho que simplesmente a coisa toda está sendo pessimamente administrada.
Como tornar um espaço urbano rejeitado,em um local acessível e acolhedor?

As difíceis soluções para essa questão são cada vez mais necessárias, e cada vez menos utilizadas. A falta de interesse público e a necessidade de lucros astronômicos tornam cada vez maior essa despreocupação com o bem estar, a qualidade de vida em todos os sentidos está caindo. Certamente todos se lembram do gosto das coisas em sua infância. Quem nunca tomou um susto por experimentar algo depois de anos e ver que seu gosto mudou? Isso acontece todo o tempo com tudo que usávamos ou usamos, uma diminuição no tamanho, a substituição de um componente por outro de qualidade inferior e preços sempre subindo. Isso também acontece com a construção civil, o ser humano, o entorno não são mais prioridades, nem o projeto em si é uma prioridade.
O que fazer sobre isso?

Um comentário:

  1. Não é um efeito somente na construção civil. Como você disse, temos exemplos nos pacotes de biscoito, trabalho (quem não quer ser servidor público? Agora pergunta porque), no telemarketing, lojas de grandes departamentos, muita coisa. Essa questão da perda de qualidade e aumento dos preços é muito interessante porque é facil perceber que o objetivo é ludibriar o consumidor, isso para mim é um absurdo, é ser enganado e com cuspe na cara. Associo também ao ensino, essa questão de universidade para todos, financiamento, universidades sem qualidade colocando gente a qualquer custo (olhem os descontos) no mercado sem qualquer condição, fazendo um trabalhos na coxas, como vejo isso onde eu trabalho. O reflexo esta aí fora. Mas eu acredito que o pior já passou, vejo que estamos mais ligados nestas questões e não aceitando como fazíamos nos anos 90. Aos poucos as especialidade estarão voltando. O profissional qualificado de verdade estará voltando.

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